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Como o Governo deixa a greve das universidades chegar a esse ponto? questiona Cyro

Foto: Cadu Gomes

“Que futuro tem um País onde os professores universitários e do ensino médio são profissionais com remuneração bem abaixo do nível de mercado? Que legado será deixado às gerações do futuro se a educação, alicerce maior para os jovens enfrentarem o mercado de trabalho, continua a ser negligenciada nos mais diversos sentidos pelo Governo?”. Foram estas as indagações feitas no Plenário, nesta terça-feira (03/07), pelo senador Cyro Miranda (PSDB/GO), ao afirmar que um dos caminhos para solucionar o problema deste setor no Brasil é elevar para 10% do PIB o nível de investimento público na área da educação.

“Nós precisamos e devemos cuidar da educação se desejarmos pavimentar o caminho do desenvolvimento sustentável. Sem ensino público de qualidade, com professores bem remunerados e conteúdo compatível com a sociedade do conhecimento, o Brasil jamais será um país cidadão. A cidadania se exerce plenamente quando todos dispõem de acesso à educação e à cultura como meio de desenvolvimento das aptidões e vocações individuais”, destacou o tucano.

Ao comentar a greve das universidades públicas ,  que já dura quase dois meses, Cyro Miranda alertou que a educação pública brasileira agoniza e, na prática, não passa de uma verdadeira “fraude” contra os jovens, que não aprendem nas escolas a exercer o espírito crítico.

“Precisamos dar a devida prioridade ao sistema educacional brasileiro em todos os níveis. E isso começa necessariamente pela remuneração dos docentes, em particular os das instituições públicas de ensino superior. É um disparate que um professor com mestrado, doutorado e pós-doutorado ganhe menos que a remuneração inicial de boa parte das carreiras públicas do próprio Poder Executivo. Por isso, é maciça a adesão à greve das universidades públicas que já dura quase dois meses e, ao que tudo indica, deve continuar. Como o Governo deixa a greve chegar a esse ponto?”, questionou.

Cyro citou que o Brasil caminha lentamente na área educacional e permanece atrás de países como Honduras, Equador e Bolívia, e muito longe dos vizinhos Argentina, Uruguai e Chile. “Nós precisamos oferecer uma educação de qualidade para formar cidadãos de bem, porque, caso contrário, veremos a população carcerária aumentar a cada ano, num processo que esmaga as flores no jardim da juventude. Enquanto não dermos a devida prioridade à educação, em termos de remuneração dos professores, qualidade do conteúdo e infraestrutura das escolas, o futuro do Brasil será sombrio e nebuloso”.

Ao concluir o seu pronunciamento, o senador tucano lembrou que,  no ano de 1960, a Coréia do Sul e o Brasil foram países bastante parecidos por serem típicas nações do mundo subdesenvolvido, atoladas em índices socioeconômicos calamitosos e com taxas de analfabetismo que beiravam os 35%.

“Hoje, passados quarenta anos, um abismo separa as duas nações. A Coréia exibe uma economia fervilhante, capaz de triplicar de tamanho a cada década. Sua renda per capita cresceu dezenove vezes desde os anos 60, e a sociedade atingiu um patamar de bem-estar invejável. Os coreanos praticamente erradicaram o analfabetismo e colocaram 82% dos jovens na universidade. Já o Brasil mantém 13% de sua população na escuridão do analfabetismo e tem apenas 18% dos estudantes na faculdade. A renda per capita do Brasil é hoje menos da metade da coreana. O Brasil ficou para trás e a Coréia largou em disparada!”, lamentou.

Patrícia Mazzilli – Assessoria de Comunicação da Liderança do PSDB no Senado  

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Comentários (1)

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  1. matahari disse:

    Mas o que é que é isso? Nem compareceram na CPI? Estão tentando desmoralizar a Instituição? Esse bando de quadrilheiros, pensa que isso é um jôgo de futebol de varzea onde o craque não aparece porque não quer jogar com “cabeças de bagre”? O Poder Legislativo tem que reagir contra isso e o Poder Judiciario precisa parar de servir de instrumento de manobra nas mãos do Executivo e de partidos políticos que defendem interesses escusos de seus membros. Seria a falência das responsabilidades que a representatividade outorga a cada um deles? Ou seria a ganância pelo poder e pelas benesses que as posições sociais facilitam para se manterem no tôpo da piramide econômica, bem acima do que pode proporcionar a labuta do trabalhador, que necessita salgar a terra para “matar um leão por dia”? Parece que o esfôrço de alguns se esvaem como nuvens de fumaça diante do som das trombetas da maioria, como de jericó, derrubando as muralhas da moralidade pública. Esses áulicos não tem a consciência do mal que fazem ao País ao se furtarem do uso de suas prerrogativas no sentido de cerrarem fileira ao lado dos homens de bem que procuram e são poucos, a correção dos rumos da sociedade. Como bucaneiros empurram canhões, que apontados para as praças, abatem o que ainda resta da luta contra a desmoralização das instituições, que subsistem exatamente para a preservação das leis e a sobrevivência da Nação. Isso aquí esta uma bagunça. Se os aneis se foram, não podemos perder os nossos dedos. O Poder Judiciario precisa se revestir, como guardião das leis, das responsabilidades inerentes de suas prerrogativas repito, sob pena de no futuro, serem apontados comos os grandes responsáveis pela falência da moral e da etica desse País.