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Para Paulo Bauer, conflito comercial entre Brasil e Argentina é preocupante

Foto: George Gianni

A retração nas relações comerciais entre Brasil e Argentina são motivos de preocupação para o país e para Santa Catarina. Em função disso, o senador Paulo Bauer (PSDB/SC) protocolou na Mesa do Senado requerimento para questionar os ministérios de Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior sobre quais ações estão sendo tomadas para reverter esta situação.

“Não podemos ficar parados, meramente vendo pela imprensa o retrocesso nas conquistas alcançadas com o Mercosul. Precisamos ter certeza de que o governo federal vai tomar atitudes corretas para benefício do Brasil”, justifica Bauer. O parlamentar avalia que os dois países, por serem as maiores economias do bloco, têm o dever de assegurar o impulso político e econômico para a consolidação do Mercosul, exatamente como França e Alemanha fizeram ao formar o eixo que gerou a Comunidade Européia do Carvão e do Aço, base da atual União Européia.

“As tensões entre brasileiros e argentinos passaram a aumentar em 2011, quando o nosso governo suspendeu a licença automática para a importação de automóveis do país vizinho.”, lembrou Bauer. Na Argentina, isso foi interpretado como retaliação às barreiras impostas pelo país aos produtos do Brasil. Hoje, são cerca de 600 que estão fora da balança automática para entrar lá. Além disso, muitos dos processos de liberação de cargas superam o limite máximo de 60 dias previsto pela Organização Mundial do Comércio (OMC). Entre março e abril deste ano, em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, as exportações brasileiras para a Argentina caíram 21%.

Para os ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel, e das Relações Exteriores, Antônio Patriota, Bauer enviou quatro perguntas: quais fatores provocaram a queda nas vendas para a Argentina no último ano; que tipo de barreiras os vizinhos criaram aos produtos brasileiros; como isso pode afetar a integração do Mercosul; o relacionamento entre as duas nações hoje e no futuro próximo, e o que o governo federal tem feito e pretende fazer para resolver ou evitar o problema. “Além das iniciativas diplomáticas, precisamos saber quais são as medidas efetivas para a solução de impasses comerciais e de retenções nas aduanas”, comentou.

Para Patriota, Bauer também perguntou sobre a recente decisão em relação à mudança de governo no Paraguai. “Se já temos problemas comerciais com a Argentina, nossa tradicional parceira no Mercosul, por que o Brasil se envolveu em uma questão interna do outro país que também pode resultar em mais retaliações aduaneiras e comerciais e até hostilidades?”, indagou o senador catarinense.

Assim que os requerimentos forem aprovados pela Mesa do Senado, eles serão enviados aos ministérios. De acordo com a Constituição, os ministros têm prazo de 30 dias para responder.

Assessoria de Imprensa do senador Paulo Bauer (PSDB/SC)

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