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Temas sugeridos por internautas são comentados por Alvaro Dias no Plenário

Foto: Cadu Gomes

Caos na saúde, estagnação da economia, julgamento do mensalão, paralisação das investigações na CPI, Código Florestal, greve dos servidores públicos, estes foram alguns dos diversos temas enfocados no Plenário, na sessão desta segunda-feira (16/07), pelo Líder do PSDB, Alvaro Dias. Os temas foram sugeridos ao senador por internautas, por intermédio das redes sociais. Um dos assuntos que o senador abordou e que tiveram ampla repercussão entre os internautas diz respeito ao julgamento do chamado “mensalão”, que deve ocorrer no dia 02 de agosto.

“O julgamento do escândalo do mensalão é um momento histórico para o Supremo Tribunal Federal. Aqueles que tentaram mistificar, escamoteando a verdade ao afirmar que o mensalão não existiu, precisam receber uma resposta à altura dos ministros do STF”, disse o Líder do PSDB. O tucano lembrou que o então procurador-geral da República, Antonio Fernando, ao denunciar os 38 mensaleiros, disse tratar-se de “uma organização criminosa que se apoderou da estrutura pública e idealizou um complexo e sofisticado esquema de corrupção em nome de um projeto de poder de longo prazo”. O Líder disse acreditar ainda que os ministros do STF, com o julgamento, valorizarão a instituição, fundamental no Estado Democrático de Direito.

Acidente da TAM

No pronunciamento, entre os temas sugeridos pelos internautas, Alvaro Dias também falou sobre a inauguração do Memorial 17 de Julho, em São Paulo, em homenagem às 199 pessoas que morreram há cinco anos em acidente com um avião da TAM no aeroporto de Congonhas. Na pessoa de Malu Rocha, viúva de uma das vítimas, Alvaro Dias prestou homenagem às vítimas e às famílias que sofrem as consequências da tragédia ocorrida em julho 2007.

O senador também comentou que os aeroportos brasileiros estão abandonados e que receberam investimentos insignificantes nos últimos anos. Ele criticou o recente processo de privatização dos aeroportos de Brasília, Campinas e Guarulhos.

“Uma privatização sob suspeição, sem transparência alguma, beneficiando empresas que não podem ser consideradas as mais habilitadas para operar os aeroportos principais do nosso país”, disse o tucano.

Caos na saúde

Outro dos temas mais pedidos para ser comentado em Plenário foi o atual estágio da saúde pública do país. O senador tucano destacou que aumentou o caos na saúde principalmente depois que o governo federal não quis assumir a sua responsabilidade de repassar 10% da receita para compor o orçamento do setor (com a votação da Emenda 29), com isso sobrecarregando municípios. Alvaro Dias destacou alguns dos problemas ocasionados pela falta de recursos na saúde, como as mortes de pessoas acometidas pela gripe suína.

“A gripe suína já matou, no Sul do País, nesses primeiros meses do ano, mais de 40 pessoas, segundo as estatísticas oficiais, que escondem a verdade dos fatos. E não se encontra vacina. É o caos da saúde que se agrava cada vez mais”, disse.

BNDES e os empréstimos aos privilegiados

A questão dos empréstimos e financiamentos do BNDES com juros subsidiados, como, por exemplo, para as obras de estádios de futebol que serão utilizados na Copa do Mundo, também mereceram atenção do Líder do PSDB. O senador destacou que o banco vem liberando bilhões de reais para obras no exterior tocadas por grandes grupos empresariais privilegiados a critério do governo federal.

“O BNDES financia estádios de futebol e obras no exterior com juros subsidiados. As grandes empreiteiras de obras públicas no Brasil instalam propinodutos em países da América Latina e adjacências para a realização de obras, como a Venezuela, o Equador, a Bolívia, Angola, em Cuba. As empresas levam o dinheiro e adquirem o direito da execução da obra, comprometendo, inclusive, o tratado internacional de combate à corrupção, assinado pelo Brasil, porque se trata de um estímulo à propina”, afirmou.

Investigações da CPI

Respondendo a questionamentos tanto de internautas quando da imprensa, o senador Alvaro Dias, apesar de afirmar que a bancada não vai se opor a qualquer pedido de reconvocação do governador de Goiás, Marconi Perillo, à CPI do caso Cachoeira, Alvaro Dias questionou os motivos da bancada governista para que seja realizado um novo depoimento do tucano. Segundo Alvaro Dias, o relator e o vice-presidente da comissão já afirmaram que irão pedir o indiciamento de Perillo. Para o Líder do PSDB, a iniciativa encobre a intenção de ganhar tempo e poupar outros envolvidos.

“A indagação é: para quê a reconvocação? Para repetir perguntas e ouvir a repetição de respostas? Não seria para ganhar tempo? Não seria para poupar outros? Não seria para nos aproximarmos do encerramento da CPI e deixarmos de avançar nas investigações que dizem respeito ao superfaturamento de obras, aos aditivos ilegais, ao pagamento de propina, ao tráfico de influência, ao desvio de bilhões de reais dos cofres da União? É preciso avançar sobre os demais envolvidos no escândalo. Que não se utilize o governador de Goiás como pretexto para evitar as investigações que sequer tiveram início em relação ao Poder Público Federal”, disse.

Código Florestal

Em relação a outro tema suscitado, o Código Florestal, Alvaro Dias disse que o projeto aprovado pelo Senado e depois encaminhado à Câmara, que o aprovou com modificações, era a proposta que “chegava mais perto do que se queria aprovar”.

O tucano classificou a matéria de complexa e disse ser difícil compartilhar os interesses dos produtores rurais e dos preservacionistas em torno do tema, que continuará a ser debatido no segundo semestre no Congresso.

Aposentados do Aerus

Mereceu destaque ainda pelo senador a questão das dificuldades enfrentadas por aposentados do Aerus para receber recursos a que tem direito. O senador lembrou que os aposentados tiveram uma conquista na Justiça, com uma decisão parcial de que cabe à União pagar aos membros do fundo Aerus, mas que até agora não se tornou realidade.

“Nós, que conhecemos a lentidão dos procedimentos judiciais, esperamos que, em nome, sobretudo, da justiça, se faça justiça nesse caso, conferindo celeridade aos procedimentos para que os brasileiros aposentados da Vasp, da Varig e da Transbrasil possam receber os vencimentos correspondentes à pensão e à aposentadoria”, salientou.

Estagnação da economia

Por fim, as dificuldades que a economia brasileira enfrenta e a ineficiência das medidas tomadas pelo governo federal para alavancar o crescimento da atividade econômica foram destacadas pelo senador Alvaro Dias em seu discurso. O Líder do PSDB relembrou que a previsão do mercado é de que cresceremos apenas 1,9% neste ano de 2012, e afirmou que crescem os sinais de que o modelo petista esgotou-se, já que o consumidor encontra-se “com a corda no pescoço” e não quer fazer novos endividamentos.

“Não se sabe como o governo federal irá reagir à nova realidade da economia. Nos últimos anos, com Lula e depois com Dilma, o governo executou um samba de uma nota só, que agora está claramente desafinado. Atacar os juros tem sido medida acertada, porém, insuficiente. Não adianta consertar uma peça se toda a engrenagem está falha. O que tem acontecido é que as medidas necessárias chegam com atraso. Muitas vezes só são tomadas quando o problema já se manifestou ou o desequilíbrio fez novas vítimas pelo caminho. O melhor a fazer seria aproveitar o que há de bom, como a queda dos juros para estruturar um plano geral para sustentar o desenvolvimento do País. Mas hoje isto é apenas uma possibilidade distante. Depois do Plano Real, nem um passo adiante foi dado. O País não deu o salto de desenvolvimento que poderia dar ao se aproveitar de um período de bonança da economia internacional. O governo ficou se alimentando dos frutos colhidos na safra do Real. Mas eles estão se esgotando, o nó apertou, e como o governo não tem competência para fazer reformas, nós estamos correndo o sério risco da estagnação econômica”, alertou o senador Alvaro Dias.

Eduardo Mota – Assessoria de Comunicação da Liderança do PSDB no Senado  

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Comentários (2)

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  1. O Brasil na última década se tornou um servo disciplinado das grandes potências e dos países dos demais países do BRIC.
    Ele desmata, usurpa nossos minerais para servir os outros com milhares de toneladas de soja, milho, minérios de ferro, alumínio, e outros …… tudo produto primário, sem nenhuma industrialização no País.
    Com isto, a nossa base tecnológica que é a industrialização de ponta em alimentos, siderurgia, indústrias de base, e outras …. estão morrendo a “mingua”.
    Nossos filhos foram treinados para serem excelentes técnicos, especialistas e até doutores em vários áreas e, não tem aonde exercitar suas habilidades.
    Por isso, insistimos que tem que haver uma taxação específica para a exportação de produtos primários e commodities do País, de forma crescente e gradativa, em prol de estímulos às empresas que estabelecerem no País para gerar industrialização nos mais variados campos, seja, alimentação, biotecnia, siderurgia, carros, navios, aeronaves, entre outras …………
    É um processo longo de recuperação industrial do País, mas com certeza seremos a médio / longo prazo um Brasil mais forte em com novo “rosto” para as próximas décadas.
    Atenciosamente
    Almir J. de Aguiar

  2. matahari disse:

    Em Setembro do ano passado, fizemos a previsão de que o crescimento do País não chegaria a 2% em 2012. Fomos motivo de galhofa por parte de alguns despreparados e mensageiros do circo que se instalava na economia, através do incentivo desbragado da gastança e do crédito fácil; quando o poder econômico do povo não poderia de maneira alguma sutentar o abuso que o dinheiro não leva para casa. Aí está a realidade de nossa previsão. Com o crescimento ínfimo do PIB, a inadimplência do crédito beirando 65%, a mais escorchante carga tributária do planeta, a terrível competição no mercado mundial de “comodities”, as questões salarias que causam constantes greves em vários setores empregatícios; tanto público como privados e as dívidas de tributos aos Estados e a União que levam o poder público a incentivar o calote do devedor, sacrificando o bom pagador, poderemos estar trilhando um caminho sem volta e o sacrifício da estabilidade econômica que atingimos com o Plano Real, será um sonho do passado, com um possível advento do calote da dívida pública. Que Deus nos livre desse “Armagedon” que se avizinha.