Líder diz, em artigo, que é preciso combater a cultura da promiscuidade e da impunidade
Em artigo publicado, nesta quinta-feira(06/09), na Revista Voto, o Líder do PSDB, senador Alvaro Dias(PSDB/PR), destacou o fato de o Brasil ter se transformado em um laboratório interessante para os estudiosos das ciências jurídicas. “A CPMI do Cachoeira, investigações da Polícia Federal e Procuradoria-Geral da República, o debate sobre o modelo de escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal, o julgamento do mensalão, o papel dos Conselhos Nacionais de Justiça e do Ministério Público, a eventual violação de tratados internacionais concernentes a decisões no âmbito do Mercosul, a reforma do Código Penal configuram um cenário propício à análise dos acadêmicos”, diz o Líder.
Para Alvaro Dias, diante desse laboratório Brasil, a nação brasileira exige o combate implacável à impunidade. “A cultura da promiscuidade tem que ser combatida tanto quanto a da impunidade. É preciso varrer da dinâmica local o balcão de negócios que macula o exercício da política, o propinoduto e a reiterada prática do toma lá dá cá. Em que pese não termos patenteado o antídoto contra a corrupção, é possível dotar o ‘laboratório Brasil’ de uma certa dose de ética e decência públicas”, conclui Alvaro Dias. Leia a íntegra do artigo:
Alvaro Dias
Laboratório Brasil
Nos dias atuais, o Brasil é um laboratório interessante para análise dos estudiosos das ciências jurídicas. A CPMI do Cachoeira, investigações da Polícia Federal e Procuradoria Geral da República, o debate sobre o modelo de escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal, o julgamento do mensalão, o papel dos Conselhos Nacionais de Justiça e do Ministério Público, a eventual violação de tratados internacionais concernentes a decisões no âmbito do Mercosul, a reforma do Código Penal configuram um cenário propício à análise dos acadêmicos.
No tocante aos desdobramentos do julgamento do mensalão, é irrelevante prognosticar quem será vitorioso ou derrotado nesse episódio. O que realmente importa é que a nação brasileira possa colher frutos e benefícios para o seu futuro advindos desse veredicto.
A grande batalha que se trava é a luta contra a impunidade. Nós fomos espectadores de inúmeros escândalos ao longo dos últimos anos. Nesse estuário de ilicitudes, é penoso qualificar qual foi o maior escândalo de corrupção da história nacional. Foi o do Banestado? O dos precatórios? O superfaturamento de obras públicas e de contratos na Petrobras? O do Cachoeira/Delta? Ou foi o do mensalão?
Não nos cabe fazer essa avaliação. O que é lícito é exigir o combate implacável à impunidade. Esse brado ecoa dos pampas à caatinga, passando pelos igarapés.
A esperança reinante deposita na nossa Suprema Corte a capacidade de reabilitar a credibilidade das instituições públicas do país. É preciso banir a lógica canhestra na qual a governabilidade é mantida com base numa relação de promiscuidade entre Executivo e Legislativo.
A cultura da promiscuidade tem que ser combatida tanto quanto a da impunidade. É preciso varrer da dinâmica local o balcão de negócios que macula o exercício da política, o propinoduto e a reiterada prática do toma lá dá cá. Será inócuo usar um placebo para neutralizar a virulência de um modelo pernicioso, que consome as energias da nação e reduz a capacidade de investimento do Estado brasileiro, na medida em que os recursos públicos esvaem-se pelos ralos da corrupção.
Anular e impedir de uma vez por todas a celebração de pactos com a desonestidade e a cooptação espúria de partidos políticos e siglas partidárias é uma tarefa inconclusa. Em que pese não termos patenteado o antídoto contra a corrupção, é possível dotar o “laboratório Brasil” de uma certa dose de ética e decência públicas.
Alvaro Dias/Senador do PSDB/PR
Liderança do PSDB no Senado, com a Revista Voto
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matahari disse:
10 de setembro de 2012 às 14:43
A vóz rouca das ruas, começa a abrir o espaço para uma terceira via à candidatura de Presidente da República. Os mais claros sintomas disso são as disposições dos jovens que começam a se manifestar de forma clara e absoluta nas universidades e denodadamente enfrentam forças policiais postadas para a defesa, não da democracia mas, de corruptos instalados no Poder. Nada é mais forte do que a razão, levada pelo grito nas alamedas, que traduz a disposição do povo pela mudança de um comportamento corrupto e ineficaz na gestão da coisa pública e que atinge diretamente a população. Assim começam os grandes movimentos que derrubam regimes ditatorias, marca inconteste da incompetência administrativa de um govêrno. Esse é um dos assemelhados à essa figura, que tende a falência de suas elocubrações fantasiósas e mentirosas ao postar em seus discursos essas fantasias do momento. Quem sabe faz a hora Senador, não espera acontecer
Excia, é chegada a hora, antes das eleições
municipais, o empresariado dar uma sinuca de bico
na presidenta(e), fazer mais exigências.
08/09/2012 – 07h00
Para economista, Brasil de Dilma está fadado a crescimento medíocre
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PATRÍCIA CAMPOS MELLO
DE SÃO PAULO
O Brasil está fadado a ter crescimento medíocre no governo Dilma Rousseff, porque o modelo econômico dos últimos anos está esgotado. Esse é o argumento do economista Samuel Pessôa, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da FGV, no artigo “O Contrato Social da Redemocratização e seus Limites”, publicado na revista “Interesse Nacional”.
Pacto social tornou possível a alta dos impostos, diz economista
No momento em que se debate se a desaceleração da economia é conjuntural ou estrutural –o PIB cresceu menos de 1% no primeiro semestre, em comparação com o mesmo período de 2011–, o artigo gerou discussão nos meios econômicos.
O crescimento no período Lula foi calcado na redução do desemprego e na elevação da capacidade utilizada, dois fenômenos que não voltarão a ocorrer, diz Pessôa, que é colunista da Folha.
Ele afirma que, de 2005 até hoje, o crédito e o aumento da renda real das classes menos favorecidas alimentaram o consumo e foram o combustível do crescimento.
A taxa de crescimento de consumo e investimento somados –taxa de absorção– ficou acima da taxa de crescimento da produção.
Esse modelo chegou a um limite, porque eleva salários, corrói a competitividade e gera desindustrialização. “E Dilma é mais ideológica, faz a leitura de que a indústria é um setor especial, não vai permitir que a desindustrialização continue avançando.”
Bráulio Borges, economista-chefe da LCA Consultores, é uma das vozes discordantes. “A ideia de que o modelo dos anos anteriores estaria esgotado não me convence”, escreveu Borges em artigo na Folha semana passada.
“Primeiro, porque aqueles que advogam essa tese apontam que esse modelo teria se esgotado por ser baseado apenas em expansão do consumo, sem a contrapartida do investimento. Mas os próprios dados do IBGE mostram que esse não foi o caso: o peso do investimento no PIB, que foi de pouco mais de 16% na média de 2000 a 2007, saltou para cerca de 19% na média de 2008 a 2011.”
Para Alexandre Schwartsman, professor do Insper e ex-diretor do Banco Central, o modelo só foi efetivo enquanto houve ganhos crescentes nos preços de commodities –que em 2011 atingiram um pico histórico.
“Com a desaceleração global, não vamos manter esses ganhos ano após ano”, diz o colunista da Folha. “O modelo não está necessariamente esgotado, mas com a nova realidade, ficamos com um crescimento bem abaixo do teto de 3%, em vez de 4,5%.”
Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central e fundador da Gávea Investimentos, concorda com Pessôa.
“É natural e desejável que o consumo cresça, e que parte desse crescimento ocorra através do crédito, mas sem exageros. No entanto, o crescimento da demanda precisa vir acompanhado do crescimento da oferta, o que não vem acontecendo em ritmo suficiente para manter o crescimento do PIB em 4-5% ao ano”, disse à Folha.
Segundo o Banco Central, o endividamento das famílias é de 43,4% da renda.
JUROS
No texto, Pessôa diz que uma das grandes bandeiras da presidente –a redução da taxa de juros– tem seus efeitos superestimados. Segundo ele, a redução do custo de rolagem da dívida pública terá impacto pequeno.
O setor público paga cerca de 5% do PIB de juros. Descontada a correção monetária e a tributação sobre os juros, os ganhos não passariam de 1,5% do PIB. “O efeito não é desprezível, mas não é a salvação da lavoura que vem sendo anunciada.”
Mais à esquerda, o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, professor titular do Instituto de Economia (IE) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), vê simplismo nessa conclusão.
“A queda da taxa de juros vai gerar outros benefícios além da economia com o pagamento, os bancos estão criando novos instrumentos financeiros mais compatíveis com financiamento de longo prazo, que terão impacto no crescimento”, diz.
No artigo, Pessôa também afirma que, a série de medidas de desoneração e conteúdo nacional adotadas pelo governo nos últimos anos para estimular a indústria e o consumo reduzem a eficiência e produtividade.
Segundo Schwartsman, o governo tenta usar o mesmo remédio aplicado após a crise de 2008 –mas dessa vez não está funcionando.
“Em 2008, as medidas de estímulo tiveram mais efeito porque saíamos de um nível de desemprego mais alto e utilização de capacidade mais baixa. Agora, a eficácia dessas mesmas medidas, que o governo tentou usar novamente, é limitada.”
Luiz Fernando de Paula, presidente da Associação Keynesiana Brasileira e Professor Titular da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), discorda.
“Dada a conjuntura atual, de forte tendência a desindustrialização, é melhor do que nada. Fundamental é mexer no binômio taxa de juros alta/câmbio apreciado, combinado com uma política industrial inteligente que estimule exportações de maior valor agregado.”
Economistas à esquerda e à direita concordam em um ponto: o novo pacote de concessões anunciado pela presidente Dilma, caso bem executado, vai no caminho correto –aumentar investimentos, a capacidade de oferta da economia brasileira.
Ao contrário das medidas de estímulo dos últimos meses –mais focadas em aumentar o consumo com reduções de impostos.
Senador. Parece que petistas não aprendem nada sobre impunidade! Comente, por favor, sobre o uso do avião presidencial,por parte de Dilma, para ir a SP gravar propaganda para o Haddad – uso expressamente vedado por lei! Vergonha!!!!
Excia.
Congratulaçoes publicação
de seu artigo na Revista Voto.